segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Será que existe alguma razão pra viver assim?


Quando paro para pensar no caos que é esse Brasil me dou conta que ele é do jeito que querem que ele seja, porque eu acredito sim que esse país tenha jeito. Um jeito que político algum vai dar.

Após analisar os problemas: violência, desemprego, pobreza, vandalismo, saúde... tenta-se encontrar a solução. Não é difícil, é só olhar a dos vizinhos, dar um ctrl + c e um ctrl + v, o tal do benchmarking e aplicar aqui. Simple, isn't it?

Não posso, por motivos óbvios, esquecer o passado do Brasil, como tudo começou, a escravidão, a exploração, a dominação. No entanto, em tempos onde tudo é globalizado, por que não globalizar os projetos que funcionam?

Dando uma leve observada em países desenvolvidos, dá pra ver que tudo flui aparentemente muito bem. De um modo geral, as pessoas cuidam do espaço em que vivem, conseguem bons empregos ou desenvolvem bons negócios, têm uma ótima qualidade de vida, a expectativa da mesma é altíssima e os índices de violência baixíssimos. Por que será que isso ocorre?

Minha tese: países de primeiro mundo têm educação de primeiro mundo, formam cidadãos conscientes, formam pessoas preparadas para o mercado, pessoas questionadoras, que buscam conhecimento e que dessa forma trazem muitos benefícios aos países em que vivem. Tudo começa com a educação. A criança que frequenta uma escola limpinha, que aprende coisas com ótimos professores muito bem pagos, tende a ter uma conduta de vida muito adequada e de muito sucesso.

Cristóvam Buarque quando se candidatou a presidência, concorrendo com Lula e Alckmin, foi questionado por ter uma plataforma voltada somente para educação. Lembro que perguntaram a ele em um debate algo do tipo: "Só educação? O senhor não vai fazer nada pela saúde?" e ele deu uma resposta brilhante (que até poderia me fazer votar nele na época se eu tivesse tirado meu título): "Até quem é mais instruído adoece menos".

A mais pura verdade. Quem é mais instruído não só adoece menos, como se desenvolve mais, cresce mais, constrói mais, aprende mais, conserva mais o espaço em que vive e vive muito melhor.

Será que ninguém pensou nisso ainda? É claro que já! Cristóvam Buarque por exemplo, mas sua candidatura não vingou. A Globo quis focar os debates em Alckmin e Lula.

Não é interessante para ninguém do poder que se forme uma população instruída e devidamente educada. Pessoas com conhecimento assistem menos televisão, são mais questionadoras e céticas, não caem na manipulação diária das emissoras, não gastam o salário inteiro em produtos dos quais elas nunca necessitaram mas viram aquele artista da novela usando na propaganda, caçam os corruptos, buscam uma política mais limpa, constroem o país do qual têm orgulho de viver.

Para que criar esse tipo de pessoa, quando se tem marionetes? Para que procurar sarna para se coçar se escândalos de nepotismo são arquivados e esquecidos pela população nas próximas eleições?

Aos meus 19 anos, ainda não tenho título de eleitor. Faço muita questão dos meus direitos e sei que meu voto é importante, mas sinceramente? Não tenho ânimo para alimentar esse ciclo.

2 comentários:

Priscila disse...

Muito bem escrito! Não tenho uma "vírgula" para tirar e nem para acrescentar! Concordo 100% prima. Um super bjo! =)
PS: Amei seu blog!!!

Luís Fernando disse...

Então ... entrei na internet..pensei "vou comentar do blog da Dinha".. mas quando entro aqui .. vejo um texto enorme .. e uma preguiça tremenda .. mas enfim..outro dia eu entro .. leio e faço um comentário menos idiota que este..rs.. beijO